Marielle, que denunciava a violência policial no Rio, foi assassinada com 4 tiros na cabeça, no centro do Rio. Em nota, o Tortura Nunca Mais diz que “trata-se de um crime de terrorismo que busca nos silenciar"
A vereadora Marielle Franco (Psol) foi morta a tiros na noite desta quarta-feira (14), no bairro do Estácio, região central do Rio de Janeiro, que está sob intervenção militar na segurança pública do Estado. Reações de solidariedade e revolta estão vindo do Brasil inteiro. Tem atos e eventos marcados para todo o dia de hoje.Marielle, que denunciava a violência policial no Rio e era reconhecida ativista dos direitos humanos, em especial da população mais pobre, estava dentro de um carro acompanhada de um motorista, que também foi morto, e de uma assessora, que sobreviveu.
Não há sinal de assalto
e são poucas as informações sobre a autoria do assassinato, mas as evidências
indicam claramente que Marielle e seu motorista foram executados. As marcas dos
tiros, concentradas na parte posterior da janela do banco traseiro, onde ela
viajava, indicam que havia um alvo determinado e premeditado. E, quatro dos
nove tiros dirigidos contra a vereadora atingiram sua cabeça.
Marielle estava indo
para casa, no bairro da Tijuca, zona norte, voltando de um evento chamado
"Jovens negras movendo as estruturas", na Lapa, quando teve o carro
emparelhado por outro veículo.
Antes de seu primeiro mandato como vereadora, Marielle, de 38 anos, vivia e
atuava na comunidade da Maré, zona norte do Rio. Ela era socióloga, com
mestrado em Administração Pública.
Revolta e solidariedade
à família, parentes e amigos
Em nota, o Grupo Tortura
Nunca Mais diz que considera o assassinato de Marielle “a primeira execução
política da Intervenção Militar no Estado do Rio de Janeiro. Entendemos que o
país está sob um Estado de Exceção em que as forças fascistas estão agindo sem
qualquer limite e avançando sobre a nossa sociedade”.
A ex-presidenta Dilma
Rousseff disse, também em nota, repudia a morte da ativista e de Anderson Pedro
Gomes, seu motorista. “Um ato covarde praticado contra uma lutadora social
incansável”.
Dilma diz esperar que as
investigações apontem os responsáveis por este crime abominável e lamenta esses
“tristes dias para o país onde uma defensora dos direitos humanos é brutalmente
assassinada”.
A ex-presidenta encerra
a nota conclamando a sociedade e a militância a continuar resistindo: “Ela lutava
por tempos melhores, como todos nós que acreditamos no Brasil. Devemos
persistir e resistir nesse caminho”.

A legenda pela qual
Marielle se elegeu com a quinta maior votação do município em 2016, com mais de
46 mil votos, reforça a hipótese de crime político.
"Não podemos descartar a hipótese de crime político, ou seja, uma execução. Marielle tinha acabado de denunciar a ação brutal e truculenta da PM na região do Irajá, na comunidade de Acari. Além disso, as características do crime, com um carro emparelhando com o veículo onde estava a vereadora, efetuando muitos disparos e fugindo em seguida, reforçam essa possibilidade. Por isso, exigimos apuração imediata e rigorosa desse crime hediondo", diz a nota do Psol. Marielle era entusiasta da indicação da chapa Guilherme Boulos e Sônia Guajajara para disputar a presidência da República.
"Não podemos descartar a hipótese de crime político, ou seja, uma execução. Marielle tinha acabado de denunciar a ação brutal e truculenta da PM na região do Irajá, na comunidade de Acari. Além disso, as características do crime, com um carro emparelhando com o veículo onde estava a vereadora, efetuando muitos disparos e fugindo em seguida, reforçam essa possibilidade. Por isso, exigimos apuração imediata e rigorosa desse crime hediondo", diz a nota do Psol. Marielle era entusiasta da indicação da chapa Guilherme Boulos e Sônia Guajajara para disputar a presidência da República.
Saiba
Mais
O PCB do Rio de Janeiro
ressaltou em mensagem que o assassinato "amplifica mais fortemente a chaga
da violência urbana a que está exposta a população pobre e negra
brasileira".
O Movimento dos Trabalhadores Rurais
Sem Terra (MST) emitiu mensagem de pesar e dor pelo assassinato de Marielle e
do motorista que a acompanhava. "Marielle, uma amiga do MST e militante
destacada na defesa dos direitos humanos e da igualdade social, deixa um legado
de lutas em favor da classe trabalhadora", diz o movimento.
Há duas semanas, Marielle havia
assumido a relatoria da Comissão da Câmara de Vereadores do Rio, criada para
acompanhar a intervenção federal na segurança pública do estado. Ela vinha se
posicionando publicamente contra a medida.
A parlamentar denunciou em suas redes
sociais, no fim de semana, uma ação de policiais militares na favela do Acari.
"O 41º Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro está aterrorizando e
violentando moradores de Acari. (…) Acontece desde sempre e com a intervenção
ficou ainda pior", escreveu.
A PM do Rio confirmou a operação e
argumentou que criminosos atiraram contra os policiais e houve confronto.
Atos e eventos agendados em protesto
contra a #execução de Marielle Franco:
O PCB do Rio de Janeiro ressaltou em
mensagem que o assassinato "amplifica mais fortemente a chaga da violência
urbana a que está exposta a população pobre e negra brasileira".
O Movimento dos Trabalhadores Rurais
Sem Terra (MST) emitiu mensagem de pesar e dor pelo assassinato de Marielle e
do motorista que a acompanhava. "Marielle, uma amiga do MST e militante
destacada na defesa dos direitos humanos e da igualdade social, deixa um legado
de lutas em favor da classe trabalhadora", diz o movimento.
Há duas semanas, Marielle havia assumido
a relatoria da Comissão da Câmara de Vereadores do Rio, criada para acompanhar
a intervenção federal na segurança pública do estado. Ela vinha se posicionando
publicamente contra a medida.

Não há sinal de assalto e são poucas
as informações sobre a autoria do assassinato, mas as evidências indicam
claramente que Marielle e seu motorista foram executados. As marcas dos tiros,
concentradas na parte posterior da janela do banco traseiro, onde ela viajava,
indicam que havia um alvo determinado e premeditado. E, quatro dos nove tiros
dirigidos contra a vereadora atingiram sua cabeça.
Marielle estava indo para casa, no
bairro da Tijuca, zona norte, voltando de um evento chamado "Jovens
negras movendo as estruturas", na Lapa, quando teve o carro emparelhado por
outro veículo.
Antes de seu primeiro mandato como
vereadora, Marielle, de 38 anos, vivia e atuava na comunidade da Maré, zona
norte do Rio. Ela era socióloga, com mestrado em Administração Pública.
Revolta e solidariedade à família,
parentes e amigos, em nota, o Grupo Tortura Nunca Mais diz que considera o assassinato de
Marielle “a primeira execução política da Intervenção Militar no Estado do Rio
de Janeiro. Entendemos que o país está sob um Estado de Exceção em que as
forças fascistas estão agindo sem qualquer limite e avançando sobre a nossa
sociedade”.
“Trata-se de um crime de terrorismo
que busca nos silenciar!”, diz o Tortura Nunca Mais.