O protagonismo da luta de classe, a classe trabalhadora sempre lutou e lutará contra as atrocidades do capitalismo, seus lacaios golpistas usurpadores dos direitos trabalhistas, sociais e previdenciários do nosso POVO isto é histórico, desde os primórdios da organização das sociedades.

A historia do primeiro de maio surge a partir de quando homens e mulheres
se identificaram como trabalhadores, e com este sentimento de pertencimento de
classe descobriram de que eram explorados, a partir dai, identificaram que a classe que os exploravam não estavam
entre eles, mas eram dominados por uma pequena casta dona das fabricas,
maquinas da produção das mercadorias produzida pela sua força do seu trabalho,
e que a renumeração de que lhes eram pagos ara muito injusta, viram a
necessidade de se organizarem e partem
para a organização em associações de ofícios, somente depois veio de
fato uma organização mais organizada com o surgimentos dos sindicato criados
pela classe trabalhadora, e com muita força mudaram a historia da humanidade,
mas até hoje ocorre as disputas de classes, que chamamos de LUTA de classes.
E dentre os
acontecimentos históricos queremos aqui regatar pequenos trechos históricos
mais recentes da classe trabalhadora pra relembrar o oito de março - O dia 8 de março é o resultado de uma
série de fatos, lutas e reivindicações das mulheres (principalmente nos EUA e
Europa) por melhores condições de trabalho e direitos sociais e políticos, que
tiveram início na segunda metade do século XIX e se estenderam até as primeiras
décadas do XX.
No dia 8 de março de 1857, trabalhadores de uma indústria têxtil de Nova
Iorque fizerem greve por melhores condições de trabalho e igualdades de
direitos trabalhistas para as mulheres. O movimento foi reprimido com violência
pela polícia. Em 8 de março de 1908, trabalhadoras do comércio de agulhas de
Nova Iorque, fizeram uma manifestação para lembrar o movimento de 1857 e exigir
o voto feminino e fim do trabalho infantil. Este movimento também foi reprimido
pela polícia.
O 28 de abril: Os trabalhadores que perderam suas
vidas em decorrência de acidentes e doenças do trabalho são lembrados no dia 28
de abril: Dia Internacional em Memória às Vítimas de Acidentes e
Doenças do Trabalho.
A origem da data remete aos 78
operários mortos devido a um acidente nos Estados Unidos, no dia 28 de abril de
1969, quando uma explosão numa mina no estado norte-americano da Virginia
vitimou os mineiros. Em 2003, a Organização Internacional do Trabalho (OIT)
instituiu a data como o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, em
memória às vítimas de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. Neste dia
são celebrados eventos no mundo todo para a conscientização dos trabalhadores e
empregadores quanto aos riscos de acidentes no trabalho. A data foi
instituída no Brasil pela Lei nº 11.121/05;
O primeiro de maio: fazendo aqui
um recorte, todos estes acontecimentos recentes da humanidade aconteceram nos
Estados Unidos da América. Mas por qual
motivo?? Quais os seus significados?? Por que da sua origem? Só pra
refletirmos.
Eis aqui o porquê do primeiro de maio
“Se acreditais que
enforcando-nos podeis conter o movimento operário, esse movimento constante em
que se agitam milhões de homens que vivem na miséria, os escravos do salário;
se esperais salvar-vos e acreditais que o conseguireis, enforcai-nos! Então vos
encontrarei sobre um vulcão, e daqui e de lá, e de baixo e ao lado, de todas as
partes surgirá a revolução. É um fogo subterrâneo que mina tudo”.
Augusto Spies,
31 anos, diretor do jornal Diário dos Trabalhadores.

“Em
que consiste meu crime? Em ter trabalhado para a implantação de um sistema
social no qual seja impossível o fato de que enquanto uns, os donos das
máquinas, amontoam milhões, outros caem na degradação e na miséria. Assim como
a água e o ar são para todos, também a terra e as invenções dos homens de
ciência devem ser utilizadas em benefício de todos. Vossas leis se opõem às
leis da natureza e utilizando-as roubais às massas o direito à vida, à
liberdade e ao bem-estar”. George Engel, 50 anos, tipógrafo.

As
corajosas e veementes palavras destes quatro líderes do jovem movimento
operário dos EUA foram proferidas em 20 de agosto de 1886, pouco após ouvirem a
sentença do juiz condenando-os à morte. Elas estão na origem ao 1º de Maio, o
Dia Internacional dos Trabalhadores. Na atual fase da luta de classes, em que
muitos aderiram à ordem burguesa e perderam a perspectiva do socialismo, vale
registrar este marco histórico e reverenciar a postura classista destes heróis
do proletariado. A sua saga serve de referência aos que lutam pela superação da
barbárie capitalista.
A origem do 1º de Maio está vinculada à luta pela redução da jornada de trabalho, bandeira que mantém sua atualidade estratégica. Em meados do século XIX, a jornada média nos EUA era de 15 horas diárias. Contra este abuso, a classe operária, que se robustecia com o acelerado avanço do capitalismo no país, passou a liderar vários protestos. Em 1827, os carpinteiros da Filadélfia realizaram a primeira greve com esta bandeira. Em 1832, ocorre um forte movimento em Boston que serviu de alerta à burguesia. Já em 1840, o governo aprova o primeiro projeto de redução da jornada para os funcionários públicos.
A
greve geral superou as expectativas, confirmando que esta bandeira já havia
sido incorporada pelo proletariado. Segundo relato de Camilo Taufic, no livro
“'Crônica do 1º de Maio”, mais de 5 mil fábricas foram paralisadas e cerca de
340 mil operários saíram às ruas para exigir a redução. Muitas empresas,
sentindo a força do movimento, cederam: 125 mil assalariados obtiveram este
direito no mesmo dia 1º de Maio; no mês seguinte, outros 200 mil foram
beneficiados; e antes do final do ano, cerca de 1 milhão de trabalhadores já
gozavam do direito às oito horas.
“Chumbo
contra os grevistas”, prega a imprensa
Mas
a batalha não foi fácil. Em muitas locais, a burguesia formou milícias armadas,
compostas por marginais e ex-presidiários. O bando dos “'Irmãos Pinkerton”
ficou famoso pelos métodos truculentos utilizados contra os grevistas. O
governo federal acionou o Exército para reprimir os operários. Já a imprensa
burguesa atiçou o confronto. Num editorial, o jornal Chicago Tribune
esbravejou: “O chumbo é a melhor alimentação para os grevistas. A prisão e o
trabalho forçado são a única solução possível para a questão social. É de se
esperar que o seu uso se estenda”.
A
polarização social atingiu seu ápice em Chicago, um dos pólos industriais mais
dinâmicos do nascente capitalismo nos EUA. A greve, iniciada em 1º de Maio,
conseguiu a adesão da quase totalidade das fábricas. Diante da intransigência
patronal, ela prosseguiu nos dias seguintes. Em 4 de maio, durante um protesto
dos grevistas na Praça Haymarket, uma bomba explodiu e matou um policial. O
conflito explodiu. No total, 38 operários foram mortos e 115 ficaram feridos.
Os oito mártires de Chicago
Apesar
da origem da bomba nunca ter sido esclarecida, o governo decretou estado de
sítio em Chicago, fixando toque de recolher e ocupando militarmente os bairros
operários; os sindicatos foram fechados e mais de 300 líderes grevistas foram
presos e torturados nos interrogatórios. Como desdobramento desta onda de
terror, oito líderes do movimento - o jornalista Auguste Spies, do “'Diário dos
Trabalhadores”', e os sindicalistas Adolf Fisher, George Engel, Albert Parsons,
Louis Lingg, Samuel Fielden, Michael Schwab e Oscar Neebe - foram detidos e
levados a julgamento. Eles entrariam para a história como “Os Oito Mártires de
Chicago”.

A maior farsa judicial dos EUA
Em
20 de agosto, com o tribunal lotado, foi lido o veredicto: Spies, Fisher,
Engel, Parsons, Lingg, Fielden e Schwab foram condenados à morte; Neebe pegou
15 anos de prisão. Pouco depois, em função da onda de protestos, Lingg, Fielden
e Schwab tiveram suas penas reduzidas para prisão perpétua. Em 11 de novembro
de 1887, na cadeia de Chicago, Spies, Fisher, Engel e Parsons foram enforcados.
Um dia antes, Lingg morreu na cela em circunstâncias misteriosas; a polícia
alegou “suicídio”.
No
mesmo dia, os cinco “'Mártires de Chicago” foram enterrados num cortejo que
reuniu mais de 25 mil operários. Durante várias semanas, as casas proletárias
da região exibiram flores vermelhas em sinal de luto e protesto.
Seis
anos depois, o próprio governador de Illinois, John Altgeld, mandou reabrir o
processo. O novo juiz concluiu que os enforcados não tinham cometido qualquer
crime, “tinham sido vitimas inocentes de um erro judicial”.
Fielden,
Schwab e Neebe foram imediatamente soltos. A morte destes líderes operários não
tinha sido em vão. Em 1º de Maio de 1890, o Congresso dos EUA regulamentou a
jornada de oito horas diárias.
Em
homenagem aos seus heróis, em dezembro do mesmo ano, a AFL transformou o 1º de
Maio em dia nacional de luta. Posteriormente, a central sindical, totalmente
corrompida e apelegada, apagaria a data do seu calendário.
Em
1891, a Segunda Internacional dos Trabalhadores, que havia sido fundada dois
anos antes e reunia organizações operárias e socialistas do mundo todo, decidiu
em seu congresso de Bruxelas que “no dia 1º de Maio haverá demonstração única
para os trabalhadores de todos os países, com caráter de afirmação de luta de
classes e de reivindicação das oito horas de trabalho”.
A
partir do congresso, que teve a presença de 367 delegados de mais de 20 países,
o Dia Internacional dos Trabalhadores passou a ser a principal referência no
calendário de todos os que lutam contra a exploração capitalista.
Com
todas as evoluções no mundo do trabalho, com todas as lutas da classe
trabalhadora, com todas as tecnologias, com todas as informações, com todos os
softwares, com todos os aplicativos digitais, com o mundo girando em torno das
tecnologias digitais a exploração continua com os mesmos atores a luta de
classe é continua.
Domingos
Braga Mota

O que nós estamos
vendo, nos últimos quarenta ou cinquenta anos, é uma explosão do setor de
serviços. E uma explosão que se deve à privatização desse setor, ao fato
dele gerar lucro, ao fato dele passarem a ser explorado pelas
grandes corporações capitalistas, ao fato de que esse período marcou uma
explosão do mundo informacional digital, o resultado é um novo proletariado de serviços
da era digital. Acontece é que no setor de serviços há uma enorme
proletarização, que atingiu não só os trabalhadores do fast-food, motoboys,
trabalhadores de hotéis, trabalhadores dos hipermercados, mas também médicos,
advogados…
Hoje, um jovem médico que é de família pobre vai ter que trabalhar em
três ou quatro empresas de saúde para poder ganhar um salário que não é alto.
Há jovens advogados perambulando como intermitentes nos escritórios para tentar
uma causa.
Agora imagine as profissões dos cuidados, as trabalhadoras domésticas,
eletricistas, trabalhadores do Uber, entregadores do iFood. Toda essa massa de
proletários que se esparrama a partir do mundo digital.
Como diria Florestan Fernandes, nossa classe trabalhadora é heterogênea,
e seu traço distintivo é a superexploração.
A prevalência do negociado sobre o legislado. A ideia de flexibilidade
da jornada e do salário. A piora das condições de salubridade. Até coisas
perversas, como as trabalhadoras e os trabalhadores tem que comprar seus
uniformes. O transporte antes era uma obrigação das empresas, não é mais. A restrição
da Justiça do Trabalho. O desemprego no Brasil hoje é de 13 milhões de pessoas.
Mas o desemprego por desalento são mais 5 milhões. Sem falar nas múltiplas
modalidades que oscilam entre a informalidade real e a informalidade legal. O
resultado é que nós temos uma massa sobrante de trabalhadores e trabalhadoras
impressionante.
A impostura capitalista. É uma promessa que esconde a realidade. A
automação é para aumentar a produtividade do capital [e] para reduzir a força
de trabalho, que é tratada como custo. O capital é muito econômico nos
seus custos. Ele sabe que o seu lucro aumenta, a sua produtividade é maior,
quanto mais ele economiza e impede o desperdício. E ao economizar e impedir o
desperdício, ele tem uma tendência intrínseca de reduzir trabalho humano e
ampliar trabalho morto, o maquinário. Quanto mais máquinas e quanto menos
trabalho humano, melhor. Só que tem um limite: capitalismo sem trabalho humano
não gera mais-valia. Não é possível o capitalismo se reproduzir sem trabalho
humano. [Assim] o capital acaba, sem querer, criando seu próprio coveiro”.
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